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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Muros e Ilhas...


in google imagens

O solitário é um diminutivo do selvagem, aceite pela civilização (Victor Hugo)

Os muros e as ilhas representam, a divisão, exclusão, a solidão…`


Erguem-se os muros para protecção, mas também se construem para apartar gente, separar as pessoas pela resistência das pedras, dissuadir as etnias de se imiscuírem, inibir as ideologias de se propagarem, proibir convivência social.

Os muros existem ainda por todos os cantos do mundo, desde o México ao Médio Oriente, onde a segregação é assumida, num mundo que se proclama global.

As ilhas são a tradução do isolamento, da exclusão, pelo afastamento. Podem ser locais de fruição, quando se procura um retiro voluntário de descanso. Mas podem ser locais de exílio, de repúdio para franjas sociais estigmatizadas, pontos de ostracização, chão de desterro.

Ocupam-se as ilhas para privação na geografia mundial, desde as clássicas prisões americanas, às ilhas nas Molucas, onde a pobreza indigna a vida dos campos de refugiados.

Abatem-se algumas paredes, evacuam-se umas ínsulas, todavia, perduram as repressões, as quedas são simbólicas, ínfimas partes das muitas marginalizações que metade do mundo faz a outro meio, somente porque a igualdade defendida como direito universal não existe, mas subsistem os anátemas

A força fez os primeiros servos, a sua cobardia perpetuou-os. (Rousseau)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O ontem e o hoje

Nota-se bem o desinteresse dos actuais governantes deste mundo, pelas "lições" da História-
É certo que não se vive duas vezes, os contextos variam, a evolução técnica e organizacional alteram os resultados, ainda que os factos pareçam idênticos.
Todavia, parece evidente, que toda a evolução humana se baseia na experiência repetida, pedagogicamente  edificante, porque sempre se aprendeu pelo erro.
Mas, onde pára este tipo de ensino, se os tecnocratas parecem ignorar os fenómenos estruturais e as marcas conjunturais do passado recente, cujos efeitos produziram estragos sociais?
As crises económicas são paradigmas deste enunciado. E elas abalam os homens e as mulheres numa vida que depende do ganho. 
Longe vai o período da vida das cavernas, em que o "comunismo primitivo" facilitava  a partilha, num espírito colectivo que se perdeu para sempre (?) com o sentido da propriedade privada, que o degelo veio colocar a descoberto... Os homens e mulheres saíram das grutas, do frio e da sobrevivência à mercê das oportunidades metereológicas e  encontraram no novo "paraíso"dos vales solarengos, descobrindo a produção  dos alimentos. Porém, nunca mais foram livres, passaram a uma vida de dominação, de desigualdade, de guerra, em função da posse.
Depois, veio o período longo da História, o mundo avançou, desenrolaram-se muitos acontecimentos, viveram-se muitos períodos matizados de abundância e de carência, de acalmia e de conturbação, de paz e guerra...
Hoje estamos cá nós a sentir os abalos, somos os seus protagonistas, vulgo, "sentimo-los na pele" 
E porque não tiveram presente os governantes destas "aldeias globais", que se aprende, relendo e revendo o passado?'

"Não podemos melhor aproveitar os nossos ócios do que familiarizando-nos com as magnificências do passado, conservando viva essa recordação e, ao mesmo tempo, contemplando as calamidades em que tudo se subverteu" - Karl Jaspers
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ISTO AQUI VAI UMA CRISE

Crise?????
Alguém falou em crise?
Crise é uma palavra que se aplica a tudo: na idade; na metereologia; no decorrer do dia; noestado de espírito; na despensa; na carteira; no sexo;...............
Hoje falar de crise é sinónimo apenas de "Decadência do Capitalismo". Já nao se vive sem sem consumo. 
Hverá vida para além do dinheiro?
Já se viveu neste planeta sem ele. A troca directa encarregava-se da "contabilidade". Foram tempos difíceis da existência humana, mas a verdade, é que, não obstante os condicionalismos da época, pela ainda fraca evolução científica e técnica, sobreviveu-se neste mundo.
A criatividade poderá dar um gosto mais doce à nova forma de viver que se avizinha....e afinal o homem tem uma capacidade inata para se adaptar.Já houve império e após a sua decadência, veio o feudalismo. Até que a crise foi passando, e, Veio de novo outro império!!!!
Crise é isso mesmo, algo que por um certo período de tempo falta! Há só que esperar com paci~encia que passe. alguém se há-de encarregar de a fazer passar de novo...
Só não sei se estarei cá para a ver passar.