
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Vínculo...voluntário

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
saudades dos nossos extintos...
imagens GoogleNo final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos - Martin Luther King
Vão-se dissipando os nossos. Cada vez vamos sendo menos, sentimos que apenas restamos…
O caminho não se traça, porque se vai traçando sempre que se caminha…Passo a passo alcança-se uma etapa, parte-se de cada uma para outra e percorre-se a via toda, em direcção ao fim. Aí já não há volta…Descarrega-se então o fardo da vida.
Terminam os constrangimentos, mas também os deleites que demos e recebemos ao longo da nossa jornada vivida. Ficam recordações que se propagam às gerações mais próximas, até se ofuscarem elas também num horizonte cuja linha se esvai com os resquícios dos testemunhos deixados por cá.
Perscrutaram-se memórias a partir dos vestígios, conheceram-se camadas da história de alguém, preencheram-se lacunas ideando acções criadas em função dos desejos e gostos dos autores, constroem-se biografias. Une-se o presente ao passado, comungam vidas ligadas por parentescos biológicos ou de afeições.
Depois, as sucessões preenchem o tempo e o espaço e perde-se para sempre a existência. Resta o lastro do ADN que perpetuará a espécie. Até sempre…
quarta-feira, 28 de julho de 2010
A leitura do rosto

Quando a cara não transmite qualquer sentimento…(síndrome de Moebius, doença rara)
(Benedict Carey, in THE NEW YORK TIMES)
Não há como comunicar pela expressividade do gesto: o rosto que fala, as mãos que dizem palavras acalenta os nossos interlocutores, valendo mais que mil palavras! Faz falta hoje em todo o lado: nos hospitais, nas escolas, nos tribunais...As instituições, porque são organizações assentes em regras estipuladas para o efeito, tomaram como prática a eficiência acima do humanismo. E o ser humano é carente de afectos, são eles que lhe dão alento quando está frágil, vulnerável, num leito moribundo, numa sala de aula a ser testado, num tribunal, a ser sentenciado.
| “Deus ter-nos-ia posto água nas veias, em vez de sangue, se nos quisesse sempre imperturbáveis” |
| (Júlio Verne) |
domingo, 18 de outubro de 2009
ziario।files।wordpress।com As palavras
São um doce alento,
Algumas, um amargo de boca,
até um incêndio!
Outras,
apenas ocas,
Vazias, banais…
Muita repletas de memórias.
Outras tímidas, inseguras;
beijos, ternuras,
enternecem, ou estremecem.
Inocentes, leves,
Tecidas de seda, refrescam;
pouco ousadas, embalam a mente.
Gritadas, severas,
rudes, apunhalam a gente!
E quem as escuta?
E quem as diz?
Assim as recolhe, minorando a solidão;
Assim as ecoa, lá fundo da razão.
Mas são palavras, então…
Saem da boca,
Entram no coração.

